O presente texto tem como proposição verificar qual o relacionamento que o documentário intitulado “A globalização vista do lado de cá” de autoria do Dr. Professor/historiador Milton Santos, tem com a letra da música “Quadro negro” de autoria do estudante da UFBA, Jorge Hilton.
No documentário “A globalização vista do lado de cá”, o autor, um ilustre baiano, ex-pesquisador da situação da humanidade global fala sobre a desigualdade entre os seres humanos em todos os continentes, e a música “Quadro Negro” é um protesto contra esta desigualdade reinante.
Portanto, é explicita a exploração do homem pelo homem e aí não se faz distinção entre gênero, raça, cor, religião, ética e moral. A exploração da humanidade nunca deixou de existir, quer seja uma nação invadindo outra para explorá-la, a religião intimidando seus adeptos para mantê-los fiéis e lhe trazer lucros, com a elite da sociedade explorando os necessitados, que na contemporaneidade conforme as pesquisas revelam, são mais de 90% da população do planeta.
A partir da revolução industrial e as duas grandes guerras mundiais, a discriminação racial aumentou assustadoramente: negro, mulato, cafuzo, pardo e branco pobre, só trabalhavam como escravos, lixeiros, faxineiros, funções desprezíveis, humilhantes.
Dessa forma, o pico da pirâmide da sociedade globalizada das nações, atua livremente em todos os países e a ressonância ecoa pela elite capitalista neoliberal no mundo todo.
Mas, as coisas e as idéias estão mudando em todo o mundo, e a sociedade da grande massa dos excluídos está se conscientizando e começando a se rebelar lutando contra a desigualdade e em prol da moral, ética e justiça na humanidade.
No Brasil, já vemos uma luz no fim do túnel. O governo atual veio da classe operária, e em seus ministérios já atuam alguns homens e mulheres negras. A sociedade progredindo no exercício da prática da cidadania, no sentido de objetivar a igualdade de oportunidades para todos e com todas as suas ferramentas e meios, pois como diz a música “se na prova der banco na memória, vamos denegrir a sua mente com a nossa história, a luz do sol ofusca a visão, e a beleza da lua só é possível com a escuridão”.
Portanto, num país rico como o Brasil, gigante pela própria natureza, jovem e com uma população estável para sua imensidão territorial, devemos intensificar as lutas em prol da igualdade social em todos os níveis, gêneros, cor, raça, etnia, moral, ambiental, justiça e honestidade, começando, por exemplo, da cúpula da elite social, exigindo uma política de moralização do ser humano, e que o “ouro negro” que está aflorando em nosso solo, seja investido equitativamente na sociedade, com o percentual maior revestido para os mais necessitados.
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