Para compreender de que forma o equilíbrio emocional na liderança interfere na satisfação e qualidade de vida dos colaboradores, GOLEMAN, BOYATZIS e MCKEE (2002), ressaltam os estilos de liderança ressonante e dissonante. Segundo os autores, os gestores que desenvolvem um estilo de liderança ressonante, entram em sintonia com a equipe, falam com franqueza e conseguem elevar o moral do grupo. Criada a sintonia, os colaboradores passam a compartilhar uns com os outros, tomando decisões de maneira colaborativa e trabalham com entusiasmo.
Para eles, os gestores que não entram em contato com os sentimentos das pessoas, desenvolvem um estilo de liderança dissonante, pois não conseguem criar empatia com o grupo, nem compreender suas emoções corretamente, portando-se modo a gerar incômodo desnecessário e acabam a levar as pessoas a executarem mecanicamente suas tarefas, sem darem o máximo de si. Esse processo poderá levar o grupo da frustração ao ressentimento, do rancor, à fúria.
De acordo com os autores, mais que qualquer outro, é o líder da equipe que detém o poder de instituir normas, maximizando a harmonia e a colaboração de modo a garantir que a equipe se beneficie dos maiores talentos de cada membro. Isso se consegue conduzindo o grupo para um tom emocional mais alto, por meio de imagens positivas, interpretações otimistas e normas e estilos de liderança geradores de ressonância, sobretudo as modalidades visionária, democrática, agregadora e conselheira. Os líderes podem modelar o comportamento por meio de seus próprios atos ou proporcionando reforço positivo aos membros que contribuem para a capacidade emocional do grupo.
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