É conhecida a tipologia da liderança – relacionada com o ambiente – apresentada por Kurt Lewin, Ronald Lipitt e Ralph K. White (1939) que pesquisaram três tipos de liderança: democrática, autocrática e permissiva. Esses tipos forjados em laboratório não objetivavam reproduzir algo existente na sociedade. Visavam descobrir variações da liderança e sua influência nas características dos grupos e no comportamento de seus membros. Kurt Lewin imaginou uma teoria geral dos grupos, que envolvesse tanto família quanto grupo de trabalho, tanto escola quanto a comunidade toda. Pretendia compreender os problemas relativos à liderança, comunicação e controle social.
Tomando a tipologia de Lewin, Lipitt e White, encontramos pessoas de tendência autoritária, democrática e permissiva. A hipótese básica é que a eficiência do líder avalia-se pela capacidade de variar o exercício e o tipo de liderança conforme a necessidade do grupo. (CASTRO, C.A. Pinheiro, 2003,p.175-176).
Estilos de Liderança
GOLEMAN, BOYATZIS e MCKEE (2002, p.55), citam situações em que cada estilo é mais eficiente:
VISIONÁRIO
- quando é preciso uma visão clara, nas situações de incertezas;
CONSELHEIRO
- quando devem se concentrar no desenvolvimento do potencial dos colaboradores,a longo prazo;
DEMOCRÁTICO
- quando se precisa de consenso e participação;
AGREGADOR
- quando é necessário fortalecer vínculos, dá coesão às equipes ou administrar as diversidades em situações críticas;
AGRESSIVO
- em questões técnicas ou entre profissionais motivados e competentes;
DESPÓTICO
- quando se vê obrigado a mudar os hábitos de uma organização que atravessa uma situação crítica ou precisa enfrentar uma emergência.
Portanto, uma vez que cada estilo, tem sua utilidade, a chave está na flexibilidade de estilos para saber qual é o mais adequado, e para isso o gestor deve fazer uma boa leitura da situação.
Os gestores, segundo os autores, tendem a ser melhores líderes, na medida em que desenvolverem suas competências emocionais, quais sejam:
AUTOCONSCIÊNCIA
- Autoconsciência Emocional
Líderes emocionalmente autoconscientes podem ser francos e autênticos, capazes de falar abertamente sobre suas emoções ou com convicção das metas a que visam;
- Auto-avaliação precisa
Percebem com facilidade sob que aspectos precisam aprimorar-se, e são receptivos a feedback e críticas, conhece seus pontos fracos e suas limitações;
- Autoconfiança
Aceitam de bom grado uma missão difícil, possuem segurança e se destacam no grupo.
AUTOGESTÃO
- Autocontrole
É o líder que permanece calmo e continua com a cabeça no lugar sob pressão ou durante uma crise;
- Transparência
Assumem abertamente erros e falhas e, em vez de fazer vista grossa para o comportamento antiético alheio, preferem confrontá-lo;
- Adaptabilidade
São flexíveis, se adaptam a novos desafios, ágeis na adequação da mudança contínua e maleáveis em suas idéias diante de novas informações ou realidades;
- Superação
Possui padrões pessoais elevados, são pragmáticos, estabelecendo metas mensuráveis, mas desafiadoras, e conseguem calcular o risco de modo que seus objetivos sejam de grande valia, porém viáveis;
- Iniciativa
Aproveita as oportunidades, ou as cria, em vez de apenas esperar por elas, não hesitando em ultrapassar limites quando necessário, visando criar melhores oportunidades para o futuro;
- Otimismo
Suporta as adversidades de cabeça erguida, enxergando nos reveses oportunidades, não ameaças.
Segundo Denys Monteiro (2008, p.36) – Vice Presidente da FESA Global Recruiters – num estudo realizado sobre liderança, concluiu que o estilo do líder contemporâneo deve ser aquele que se preocupa em deixar que o grupo dê suas contribuições para definir estratégias, plano tático, que cada um chame a responsabilidade por uma parte de processo e deixa que os resultados sejam apresentados por quem realmente os produziu e divide os créditos do sucesso.
Para o autor, esse estilo faz com que as equipes assumam um papel mais ativo na relação com a Companhia, sintam-se engajados e alinhados com os rumos e ações que vão tomar, em vez de receber uma tarefa e executá-la sem a paixão ou cuidado necessários para o sucesso do todo.
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