De acordo com GITMAN (1977), algumas pessoas acreditam que o objetivo dos executivos é sempre a maximização do lucro. Para atingir este objetivo, o administrador financeiro toma, apenas, as providências que, espera-se, darão maior contribuição para a lucratividade da empresa. Assim, dentre as alternativas consideradas, o administrador financeiro escolherá aquela que resultar no maior retorno monetário possível. Porém, a maximização do lucro é falha por várias razões: a data da ocorrência dos retornos, o fluxo de caixa disponível aos acionistas, uma vez que as receitas da empresa não representam fluxo de caixa disponível aos acionistas e o risco, pois a maximização do lucro desconsidera não apenas o fluxo de caixa, mas também o risco, ou seja, a possibilidade de que os resultados realizados possam ser diferentes daqueles esperados.
ROSS, WESTERFIELD e JORDAN (1998), concordam com o exposto acima quando afirmam que “a maximização do lucro talvez seja o objetivo empresarial mais frequentemente citado, mas não é um objetivo muito preciso”, uma vez que providências como o adiamento de gastos de manutenção, a não reposição de estoques e outras medidas de curto prazo tendentes a reduzir custos, provocarão o aumento do lucro.
O conceito de maximização do lucro parte da equação contábil tradicional, de que o lucro é resultante das receitas menos as despesas de um período.
DRUCKER (1998), explica que o lucro não é uma causa e sim uma conseqüência, sendo o resultado do desempenho de uma empresa. Diz ainda, que o lucro é um belo exemplo do que os cientistas e engenheiros contemporâneos querem dizer quando falam da retroalimentação (feedback) subjacente a todos os sistemas de produção automática: a regulagem de um processo através de seus próprios resultados. Segundo o autor, a atividade econômica, por ser uma atividade, concentra-se no futuro e que a única coisa certa sobre o futuro é a sua incerteza, seus riscos. O autor conclui que é discutível que a motivação do homem de negócios seja a maximização de lucros, mas que é necessário que uma empresa produza no mínimo os lucros necessários para cobrir seus próprios riscos futuros, o lucro necessário para continuar funcionando e manter intacta a capacidade geradora de riquezas de seus recursos.
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